Trump quer sobretaxar importações da China em até 200%
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Plano agressivo reacende disputa comercial e preocupa mercado internacional
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que, se retornar à Casa Branca em 2026, poderá implementar tarifas de até 200% sobre produtos chineses. A medida faz parte de uma nova proposta de endurecimento comercial, com foco na proteção da indústria americana.
Trump argumenta que os Estados Unidos não devem tolerar tarifas desproporcionais impostas por outras nações. “Se a China coloca 200% de imposto sobre o que exportamos para lá, faremos o mesmo com eles. É uma questão de justiça e reciprocidade”, afirmou.
A ideia não se limita à China. Trump e seus assessores cogitam ampliar as tarifas médias sobre produtos importados de diversos países para até 20%, em uma tentativa de estimular a produção interna e reduzir a dependência de insumos estrangeiros.
Produtos estratégicos sob análise
Entre os setores que podem ser atingidos pelas tarifas estão os de ímãs de terras raras, componentes essenciais em tecnologias de ponta, como carros elétricos, armamentos e aparelhos eletrônicos. A maior parte desses materiais vem justamente da China, o que torna a medida potencialmente disruptiva para o setor industrial dos EUA.
Impactos econômicos e geopolíticos
Especialistas alertam que tarifas tão elevadas podem resultar em aumento nos preços para consumidores americanos, tensões com parceiros comerciais e uma possível nova rodada de retaliações da China, como ocorreu durante o primeiro mandato de Trump.
Além disso, empresas que dependem de importações para manter suas operações podem sofrer com custos mais altos e dificuldades logísticas, caso a política seja implementada sem mecanismos de transição.
Discurso com foco eleitoral
A proposta de Trump tem apelo direto a eleitores que se sentem prejudicados pela globalização e pela perda de competitividade da indústria americana. O discurso de “retomar o controle econômico” funciona como ferramenta estratégica em sua campanha de retorno ao poder.
A menos de um ano das eleições nos EUA, a ameaça de um novo embate comercial com a China pode não apenas influenciar o debate político interno, mas também tensionar as relações internacionais e mexer com o mercado global.
Fonte: Revista Oeste