Manutenção de piscinas exige responsabilidade técnica e prevenção

Published On: 16/02/2026 18:05

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Caso recente de intoxicação reforça importância do controle adequado de produtos químicos

Por Janna Machado

O episódio recente de intoxicação coletiva em uma piscina no Distrito Federal, que resultou em diversas pessoas hospitalizadas e uma morte sob investigação, reacende um debate necessário sobre segurança sanitária em ambientes aquáticos de uso coletivo.

Piscinas são espaços de lazer, mas também exigem protocolos técnicos rigorosos. O uso de cloro é fundamental para garantir a desinfecção da água e prevenir doenças, porém a aplicação incorreta ou em concentração acima do recomendado pode gerar riscos à saúde. Vapores liberados em ambientes pouco ventilados ou dosagens inadequadas podem causar irritação nas vias respiratórias, ardência nos olhos, tontura e, em situações mais graves, intoxicação aguda.

O caso reforça a importância do controle sistemático do pH e da concentração de cloro, bem como do registro periódico das medições. Em clubes, escolas, academias e condomínios, a manutenção deve ser realizada por profissionais capacitados, seguindo orientações técnicas e normas sanitárias vigentes.

Também é essencial atenção ao armazenamento dos produtos químicos e à não combinação de substâncias incompatíveis, prática que pode potencializar riscos. A prevenção passa por informação, capacitação e fiscalização contínua.

A segurança em ambientes de lazer depende de procedimentos que muitas vezes não são visíveis ao público, mas são determinantes para evitar acidentes. O episódio recente serve como alerta para que protocolos sejam revisados e cumpridos com rigor.

Em saúde pública, prevenção não é excesso de cuidado. É responsabilidade.

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