Doações de leite humano no DF não atingem meta em 2025
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Volume arrecadado ficou abaixo do esperado e abastecimento é direcionado principalmente a bebês internados em UTIs neonatais
A rede de bancos de leite humano do Distrito Federal encerrou 2025 com média mensal de coleta inferior à meta estabelecida para o período. O resultado acende um alerta para a importância de ampliar o número de doadoras e reforçar campanhas de incentivo à doação.
O leite materno coletado é destinado, prioritariamente, a recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIs neonatais) da rede pública, especialmente bebês prematuros ou com baixo peso ao nascer.
Segundo a Secretaria de Saúde do DF, embora a estrutura local seja considerada referência nacional, o volume arrecadado ao longo do ano não foi suficiente para atender plenamente a demanda prevista.
Os bancos de leite humano exercem papel essencial na assistência neonatal, garantindo nutrição adequada para recém-nascidos que não podem ser amamentados diretamente pelas mães. Todo o leite doado passa por processos rigorosos de triagem, análise microbiológica, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído.
Entre os fatores que contribuíram para a redução da média mensal estão a diminuição no número de doadoras ativas, dificuldades de acesso aos postos de coleta e a falta de informação sobre como realizar a doação.
A Secretaria de Saúde destaca que mulheres em fase de amamentação que tenham produção excedente podem se tornar doadoras de forma simples e segura, sem prejuízo à alimentação de seus próprios bebês.
Atualmente, o DF conta com bancos de leite e postos de coleta distribuídos em diversas regiões administrativas. Em alguns casos, o serviço oferece também a coleta domiciliar, mediante agendamento.
Para 2026, a pasta pretende intensificar ações educativas e ampliar parcerias com maternidades e unidades básicas de saúde, com o objetivo de aumentar o volume de leite arrecadado e garantir o abastecimento contínuo das UTIs neonatais.
A mobilização da sociedade é considerada fundamental para assegurar que recém-nascidos em situação de vulnerabilidade continuem recebendo um alimento essencial para o desenvolvimento e a recuperação clínica.
Fonte/Foto: Agência Brasília

