Brasil envia 40 toneladas de insumos médicos à Venezuela em ação humanitária
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Doação ocorre em meio a debate sobre escassez de itens básicos em hospitais brasileiros
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu enviar cerca de 40 toneladas de insumos médicos e hospitalares à Venezuela, em uma ação classificada como humanitária após danos registrados no sistema de saúde do país vizinho. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde como resposta aos impactos provocados por um ataque atribuído aos Estados Unidos, ocorrido no último sábado (3).
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a retirada da carga está programada para a manhã de sexta-feira (9), no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), por meio de uma aeronave venezuelana. Entre os itens enviados estão soluções fisiológicas, materiais para diálise e outros insumos considerados essenciais para o atendimento de pacientes em estado crítico.
Os produtos foram reunidos pelo Ministério da Saúde, com apoio de hospitais universitários federais, unidades públicas do Sistema Único de Saúde (SUS) e hospitais filantrópicos conveniados. De acordo com Padilha, a mobilização arrecadou cerca de 300 toneladas de materiais, mas, nesta primeira etapa, apenas 40 toneladas serão enviadas devido à capacidade da aeronave.
O ministro afirmou que a doação não compromete o atendimento no Brasil, especialmente no tratamento de pacientes renais. Segundo ele, a seleção dos itens foi feita de forma criteriosa para não prejudicar os cerca de 170 mil brasileiros que realizam diálise pelo SUS. “O papel do Ministério da Saúde foi articular essas doações sem causar qualquer impacto no atendimento à população brasileira”, declarou.
Padilha destacou ainda que a iniciativa se baseia no princípio da “solidariedade sanitária”, defendendo a cooperação entre países, sobretudo em situações de emergência. “Temos que atuar de forma conjunta, especialmente quando se trata de um país vizinho”, afirmou.
A decisão, no entanto, gerou repercussão nas redes sociais e em setores da sociedade, diante de relatos frequentes sobre a falta de insumos básicos em hospitais brasileiros, como soro fisiológico e materiais hospitalares. O tema reacende o debate sobre prioridades na gestão da saúde pública e o equilíbrio entre ações internacionais e demandas internas.
Créditos / Fontes/Foto:
📰 @deolhoemplanaltina
📰 Blog Thalita Moema

