Putin admite possibilidade de garantias de segurança à Ucrânia, diz enviado de Trump
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Declaração surge após encontro no Alasca; proposta prevê proteção inspirada na OTAN, mas sem adesão formal de Kiev à aliança
O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, afirmou neste domingo (17) que o presidente russo Vladimir Putin sinalizou disposição em conceder garantias de segurança à Ucrânia como parte de um possível acordo de paz mediado pelo ex-presidente americano Donald Trump.
Segundo Witkoff, trata-se da primeira vez que Moscou aceita discutir um modelo de proteção comparável ao Artigo 5 da OTAN, que prevê reação coletiva em caso de agressão militar, mas sem a entrada formal da Ucrânia na aliança. “É uma mudança revolucionária de postura”, declarou o representante.
Ainda de acordo com o enviado, Putin também se comprometeu a não reivindicar novos territórios no país vizinho, embora a situação da região de Donetsk continue indefinida.
A sinalização russa foi feita durante a cúpula de Anchorage, no Alasca, na última sexta-feira (15), quando Trump e Putin discutiram os rumos do conflito. Em paralelo, Washington revisou sua estratégia, abandonando a exigência de um cessar-fogo imediato e priorizando um acordo de paz abrangente.
Apesar da novidade, o anúncio foi recebido com cautela em Kiev e em capitais europeias. O presidente Volodymyr Zelenskyy e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiteraram que a integridade territorial da Ucrânia não pode ser comprometida.
Líderes ucranianos e europeus devem se reunir com Trump, nos próximos dias, na Casa Branca, para cobrar garantias concretas sobre a proposta e discutir os próximos passos diplomáticos.
Fontes/Imagem: Reuters, CNN Brasil, Financial Times, UOL Notícias, SIC Notícias, Revista Oeste.